A CRIANÇA BILÍNGUE e sua forma de ver o mundo na aquisição de duas línguas

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Autora: Michele Canola Andrade Rojas


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Cada criança recebe na escola a habilidade de escrever e ler. A de falar com certeza necessita também de um auxílio, porém, dependendo da idade que a criança entra na escola ela já vem com um número de vocabulário grande aprendido em casa. Muitos professores, quando as recebem na escola, ignoram o fato delas já terem um vocabulário adquirido em âmbito familiar, sua parte social e que elas já sabem. A primeira aula com esses alunos não pode ser encarada de uma forma que toda parte social da criança não tenha valor e o que ela aprenderia seria somente o que ela recebe dentro de sala de aula.

De acordo com os pesquisadores é importante que a o lado social de cada criança seja levado em consideração pelos profissionais da educação em sala de aula. 

Cada criança tem uma experiência diferente, cada um começou a ter relacionamento com a língua mãe ou segunda língua numa idade diferente. Falar um novo idioma não significa que a criança aprendera a segunda língua e esquecerá de todo aprendizado e conhecimento que ela obteve  e principalmente seu âmbito  social e cultural, isso tanto dentro da escola, quanto com que são com familiares e amigos.

Citaremos um exemplo da importância do fator social. Uma criança nascida numa cidade onde a língua é o português muda-se para outro país onde se fala Inglês, as convenções sociais daquele local são peculiares, ela encarará o cotidiano modificado, diferenças, leis, deveres em outro idioma. Ou seja, além de enfrentar o fator dela precisar aprender outra língua para se comunicar, ela ainda precisa aprender todas as diferenças sociais do país que ela já estava acostumada. Culturas de países diferentes devem ser agregadas à sua realidade. Bialystok (2011, p. 02) expõe essa preocupação, “Portanto, em condições ideais, as implicações da experiência linguística da criança deveriam ser examinadas com muita atenção aos fatores sociais e linguísticos que descrevem o ambiente social e educacional da criança”.

Há necessidade que os profissionais entendam como a aquisição do idioma é feito dentro de uma sala de aula de uma Escola Bilíngue ou Internacional. Se esses professores só têm experiência de ensinar o Inglês baseada na gramática, não poderiam simplesmente ignorar a contribuição que a linguística moderna tem trazido ao ensino de idiomas, temos muitos caminhos para que possamos ensinar outra língua de uma forma contextualizada e eficaz. Segundo pesquisadores, muitos sabem ensinar a gramática tradicional e não encontram maneiras possíveis de ser um profissional de Ensino Bilíngue. Torna-se assim a maior dificuldade de escolas Bilíngues e Internacionais encontrarem profissionais com experiência nesta área.

Em outras palavras, passa ser necessário que os professores respeitem o desenvolvimento de cada aluno em cada faixa etária dentro da sala de aula. Cada fase e cada palavra. Não há obrigações da parte do aluno para falar inglês o mais rápido possível. Segundo pesquisadores, cada um tem seu tempo para verbalizar a nova língua de uma forma correta de acordo com as normas gramaticais.

A criança bilíngue em aquisição vai a uma escola regular e faz o uso da nova língua em seu cotidiano. As aulas curriculares, nos padrões do país, ou seja, na língua materna, por outro ladro, são diferentes, pois são faladas na língua oficial do país. Durante esse processo a criança vai aprendendo duas línguas. Muitas crianças aprendem duas línguas juntas e outras já sabem uma língua porque já aprenderam em casa ou moraram em outros países anteriormente.

Observando a maneira como a matrícula em escolas bilíngues é feita, notamos que há pais que preferem colocar seus filhos a partir de um ano de idade para crescer sabendo duas línguas simultaneamente, porém, somente algumas escolas Bilíngues aceitam essa faixa etária. As que não recebem esse aluno matriculam somente a partir da idade em que a criança já verbaliza ou que ande. Esses profissionais devem entender que estas crianças ainda podem desenvolver a fala, escrita e leitura na segunda língua, o que torna essa aprendizagem interessantíssima e prazerosa e totalmente contextualizada, simples e eficaz, mesmo sendo crianças tão pequenas. Bialystok (2011, p. 02) expõe essa preocupação:

“Em primeiro lugar, é necessário estabelecer se a aquisição de linguagem ocorre no mesmo ritmo e da mesma forma em crianças que aprendem simultaneamente dois idiomas, ou que estão aprendendo um segundo idioma depois de terem dominado o primeiro.”

Entendemos assim como as crianças crescem aprendendo um novo idioma ou que já estão na escola depois de ter dominado a língua mãe e o segundo idioma. De qualquer forma, devemos entender que há esses diferentes tipos de alunos na escola.


Referências:

MYERES-SCOTTON, Carol. Multiple voices, An Introduction to bilingualism. Edição, Primeira. Local: Malden, United States Editora, Blackwell Publishing, 2006 p 476.

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