A sala de aula de uma Escola Bilíngue multicultural ou Internacional

Classroom Painting in Kindergarten

Happy Girl Painting With Her Hands in Kindergarten Class


Em sala de aula: algumas considerações

Autora: Michele Canola Rojas


Dentro de sala de aula há uma comunicação constante, sendo esta de professor e aluno ou aluno e aluno. Cada sala de aula tem um nível de inglês, isso pode variar de quando essas crianças foram colocadas na escola bilíngue ou da convivência familiar em outro idioma. Como vimos anteriormente sobre bilinguismo infantil, há um desenvolvimento cognitivo diário, segundo Hermes apud Megale (2005, p. 04) “o desenvolvimento do bilinguismo ocorre simultaneamente ao desenvolvimento cognitivo, podendo consequentemente influenciá-lo”. Desta forma, quanto mais tempo dentro da escola, mais ou aluno aprende a língua.

Os pesquisadores sugerem que a sala seja construída com objetivo de deixar o aluno à vontade. Vários artifícios culturais de vários conteúdos deveriam ser abordados. Tudo isso seria feito para aproximar aos interesses e das realidades dos alunos (Rocha et all, p. 86).

Colocaremos a seguir algumas situações enfrentadas em sala de aula por professores de escola internacional:

Situação 1: Imagine um professor lecionando numa Escola Internacional.  Este, seria um professor da língua inglesa. Há alunos de outros países, o que nasceram em outros países e retornaram ao seu país, como esse professor acomodaria esses alunos?

Situação 2: O professor está lecionando outra matéria, como matemática, em inglês e você encontra um pequeno grupo de alunos discutindo esses conceitos em inglês. Como seria a reação?

Situação 3: Uma turma de Ensino Fundamental que está matriculada há aproximadamente 3 anos recebe um aluno novo que nunca teve contato com a Língua. O que fazer?

Citamos muitos pesquisadores, um deles disse que as crianças têm um cérebro comparado à uma esponja, King e Mackey[1] (2007, pg. 55), houve também estudiosos que identificaram bilinguismo na infância como a melhor fase para aprender a outra língua Cunha, (2007, p. 23). Falamos também, sobre o contato entre professore e aluno, aluno e aluno Mackey (1972, p. 413), Stryker e Leaver 1997 (apud Rocha, Correa, Salgado, 2010 pg. 85), Rocha, Correa, Salgado, (2010 p.85), Cunha (2007, p. 50).

Um aluno que nunca estudou a segunda língua e muda para uma escola bilíngue nos traz desafios,  essa criança com apoio da instituição, com aulas a mais, dos colegas de classes e do professor, venceria esse desafio. Pois os pesquisadores provaram que não há uma idade específica na infância para aprendizagem de uma nova língua. Esse ensino seria o ensino de imersão, devidamente explicado por Megale (2005, p.10) apud Harmers e Blanc (2000):

O outro modelo de educação bilíngue descrito por Harmers e Blanc (2000) é denominado imersão. De acordo com eles, imersão significa simplesmente que um grupo de crianças falantes de uma certa L1 recebe toda ou parte da instrução escolar através de uma L2. Grosjean (1982) afirma que em programas de imersão, embora as crianças sejam primeiramente instruídas em uma segunda língua, a língua nativa da criança é introduzida no contexto escolar gradativamente até tornar-se um segundo meio de instrução

As escolas internacionais têm um diferencial de ensinar mais que duas línguas, L1 e L2, segundo Harmers e Blanc apud Megale (2005, p.10):

De acordo com Harmers e Blanc (2000) escolas internacionais multilíngues apresentam uma metodologia diferenciada e combinam duas, três ou quatro línguas no programa educacional, por exemplo, a Escola Internacional de Bruxelas, que é destinada principalmente a filhos de cidadãos europeus oriundos de diferentes países pertencentes à Comunidade Econômica Europeia. Esta escola é dividida em diversos grupos linguísticos. As crianças iniciam a educação primária em sua respectiva L1, se esta for francês, alemão, italiano ou inglês.

Sendo a escola internacional ou bilíngue, entendemos que a sala de aula deve oferecer algo contextualizado e os professores devem estar preparados para receber alunos extremamente criativos. Pois há muitos estímulos feitos em cada ano letivo que esses alunos fazem e farão parte.

[1] Toda vez que mencionado, tradução da autora.

Referências

KAIL, Michéle. Aquisição de linguagem. 1ª Edição. São Paulo: Parábola, 2013.

FLORY, Elizabete Villibor; SOUZA, Maria Thereza Costa Coelho. Bilinguismo: diferentes definições, diversas implicações. Revista Intercâmbio, volume XIX: 23-40, 2009. São Paulo: LAEL/PUC-SP. ISSN 1806-275x.

MEGALE, Antonieta Heyden. Bilingüismo e educação bilíngüe – discutindo conceitos. Revista Virtual de Estudos da Linguagem – ReVEL. V. 3, n. 5, agosto de 2005. ISSN 1678-8931.

FISHMAN, Joshua A.; Sociolinguística. Organização de:  Maria Stella Vieira da Fonseca, Moema Facure Neves, Paulino Vandrese. Volume 3, Coleção Enfoque. Livre. Eldorado Tijuca, 1974.

 

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