Lares Bilíngues – compreender para entender nossos alunos

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Um breve texto:

Autora: Michele Canola Rojas

 Já discutimos diversas vezes a importância de analizarmos o background de cada aluno, para sabermos com o que lidaremos, ofereço, para reflexão com referências, um estudo sobre os lares bilíngues e unilíngues.


Mackey (1972, p. 413) divide em categorias cada tipo de ambiente no qual os alunos aprendem primeira e segunda língua ou as duas ao mesmo tempo. Ele classifica os lares da seguinte maneira:

  • Lares unilíngues: a Língua falada é a mesma da escola.

  • Lares unilíngues: a Língua falada em casa não é a língua da escola.

  • Lares bilíngues: Língua falada em casa inclui uma das línguas faladas na escola.

  • Lares Bilíngues: Língua falada em casa incluem as duas línguas faladas na escola.

 Quando estamos no ambiente escolar estamos tratando de lares onde língua falada em casa inclui uma das línguas faladas na escola. Como no Brasil o ensino Bilíngue não é direcionado às pessoas com menor poder aquisitivo, percebemos que crianças que frequentam escolas bilíngues possuem um poder aquisitivo maior, todavia não são todos os pais e mães que têm domínio da L2 falada na escola. Mesmo assim, esses pais têm consciência de que estão provendo a melhor educação para os seus filhos e sentem prazer de denominar seus lares como bilíngues.

Em todas as escolas há pais que sabem falar inglês também é estes usam também esse idioma com seus filhos. Nesse caso, seriam usados dois idiomas, português e inglês em família, então entendemos que esse lar será um lar cujas línguas faladas são as mesmas que são usadas na escola, uma vez que o currículo base, no Brasil, é em português.


Referências:

FISHMAN, Joshua A.; Sociolinguística. Organização de:  Maria Stella Vieira da Fonseca, Moema Facure Neves, Paulino Vandrese. Volume 3, Coleção Enfoque. Livre. Eldorado Tijuca, 1974.

MYERES-SCOTTON, Carol. Multiple voices, An Introduction to bilingualism. Edição, Primeira. Local: Malden, United States Editora, Blackwell Publishing, 2006 p 476.

FLORY, Elizabete Villibor; SOUZA, Maria Thereza Costa Coelho. Bilinguismo: diferentes definições, diversas implicações. Revista Intercâmbio, volume XIX: 23-40, 2009. São Paulo: LAEL/PUC-SP. ISSN 1806-275x.

SOARES, Schuchter Mariana; DORNAS, Benevides Juliana, DA COSTA, Alexandre Diniz; SALGADO, Ana Claudia Peters. A alternância de códigos no contexto da educação bilíngue: code-switching, code-mixing e as transferências linguísticas.

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