Ensino Bilíngue – Uma breve reflexão para professores 

Para desenvolver o que é esperado de um aluno de escola Internacional, multilíngue ou Bilíngue, deixaremos de lado a preocupação em demasia em falar a nova língua perfeitamente em pouco tempo, da nossa parte de profissionais, precisamos nos capacitar sempre para alcançarmos nossos objetivos. Não seria mais interessante esse aluno fosse imergido a nova cultura de uma maneira simples em outro idioma? Mesmo você falando inglês, espanhol, francês, etc., haverá várias culturas de vários países para aprender, não somente os que falam inglês, mas podemos aprender em inglês sobre lugares com outros idiomas, como por exemplo o espanhol na Argentina, Bolívia, Equador, Venezuela, Espanha ou até o sobre mandarim na China. Aprender sobre diferentes culturas vale a pena, assim os alunos desenvolverão suas habilidades linguísticas a partir de países, assim construirão uma imensidão de informações em suas vidas.

Não podemos anular o fato de que um aluno pode ter a habilidade em ser fluente, temos que entender que essas competências serão desenvolvidas ao longo dos anos. Esse mesmo aluno vai se formando cidadão de mente aberta, que compreende as diferenças, portanto não podemos focar somente em aprender a segunda língua, muitas coisas caminham juntas com o ensino aprendizagem. A língua ensinada, num contexto cultural diferente do nosso, torna uma aula interessante e o aluno até acaba se esquecendo que está aprendendo um novo idioma naquele momento, logo torna-se mais interessado em assuntos diversos abordados.

Nunca podemos nos esquecer do desenvolvimento social dessa criança, as convenções sociais são importantíssimas para o desenvolvimento desse aluno na sociedade. Qual é o papel da escola papel na sociedade? Seu papel é de criar os cidadãos de bem de mente aberta, formar caráter, valores e princípios morais, que direcionará o aluno a utilizar os conhecimentos aprendidos de maneira eficaz, para que sejam aplicados em favor da sociedade e assim, teremos uma realidade melhor nas futuras gerações.

Focamos nessas crianças que estão inseridas no ambiente bilíngue durante nosso trabalho.  Pesquisamos a importância em entender o seu comportamento. Quanto à melhor idade em aprender o segundo idioma, vimos que qualquer idade é uma oportunidade para dominar uma ou mais línguas. Sabemos que as crianças têm muitas vantagens, porém precisamos focar como essa criança aprende.

Ela também desenvolve a sua parte social na escola, como vimos anteriormente, e essa criança pode aprender uma língua ou na segunda língua. Por conseguinte, quando essa criança aprende a falar duas línguas ao mesmo tempo, ela se torna competente nesses dois idiomas e assim temos o bilinguismo na infância, o que foi muito focado durante o desenvolvimento do trabalho.

Parece-nos até que muitas informações e línguas diferentes seriam prejudiciais ao desenvolvimento, no entanto, pesquisas disseram que não há problemas no desenvolvimento cognitivo na linguagem da criança quando ela começa a estudar/aprender uma nova língua na infância. Seria como essa criança não enxergassem não somente uma cor, mas várias delas.

No que diz respeito às escolas de idiomas, onde ensino é baseado somente na outra língua e as aquisições de novos vocabulários, muitas vezes não haverá contextualização. Por exemplo, uma criança ensinada aprender as cores em outro idioma aprenderá blue/yellow/black, etc., já em escola bilíngue, poderemos falar das cores das pessoas e desta forma eles aprenderiam isso de uma forma multicultural, novas informações baseado no estudo das diferentes etnias.

A escola bilíngue ou internacional multicultural também atende famílias bilíngues, lares onde pais e filhos falam o segundo idioma dentro de suas casas e as informações que eles aprendem na escola são levadas adiante e discutidas entre família. Logo entendemos que cada família possui um lado social diferente, cada criança tem uma experiência no relacionamento com essa nova língua. Falar o novo idioma significa todo aprendizado e conhecimento elevado à sua prática social, por isso a importância de desenvolver nesse aluno bases sociais sólidas.

Referências:
CALVET, Louis-Jean. SOCIOLINGUÍSTICA: uma introdução crítica: 2ª Edição. São Paulo: Parábola Editorial, 2002, 160 p. Tradução de: La sociolinguistique.
KAIL, Michéle. Aquisição de linguagem. 1ª Edição. São Paulo: Parábola, 2013.
BORTONI-RICARDO, Stella Marisat. Educação em língua materna: a sociolinguística na sala de aula. 2ª Edição. São Paulo: Parábola Editorial, 2004
SPOLSKY, Bernard. Sociolinguistics. 5ª Edição. Oxford: Oxford University Press, primeira publicação 1998, 5ª Edição, 2004.
MEGALE, Antonieta Heyden. Bilingüismo e educação bilíngüe – discutindo conceitos. Revista Virtual de Estudos da Linguagem – ReVEL. V. 3, n. 5, agosto de 2005. ISSN 1678-8931.  Disponível em: < http://www.revel.inf.br/files/artigos/revel_5_bilinguismo_e_educacao_bilingue.pdf >. Acesso em: 30 jun. 2014
Nayec. Bridging Two Languages: Engaging Activities for Bilingual Immersion Programs. Disponível em: < https://www.naeyc.org/files/yc/file/200711/BTJSoderman.pdf >. Acesso em: 30 jun. 2014.

 

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