Educação bilíngue para crianças de grupos dominantes e minoritários do Brasil 

  

Autora: Michele Canola Rojas

Há as chamadas comunidades plurilíngues que utilizam repertório de variedade linguística. Hermes e Blanc (apud Megale, 2005, p. 9) descrevem a educação bilíngue como “qualquer sistema de educação escolar no qual, em dado momento e período, simultânea ou consecutivamente, a instrução é planejada e ministrada em pelo menos duas línguas”. Podemos citar uma comunidade assim a escola inteira de crianças bilíngues mais a comunidade bilíngue que acompanha esta instituição. Uma comunidade que pode ou não ser fluente na língua inglesa. Segundo Megale (2005, p. 9) a educação bilíngue é dividida da seguinte maneira:

De forma generalista, divide-se a educação bilíngue em dois grandes domínios: educação bilíngue para crianças do grupo dominante e educação bilíngue para crianças de grupos minoritários. Quando se discute educação bilíngue para crianças de grupos minoritários deve-se ressaltar que essas crianças frequentemente vêm de comunidades socialmente desprovidas, como é o caso dos grupos indígenas no Brasil ou mesmo de grupos imigrantes, como os hispânicos nos Estados Unidos. 

Por educação bilíngue para crianças do grupo dominante, entende-se uma educação quase sempre de caráter elitista visando o aprendizado de um novo idioma, o conhecimento de outras culturas e a habilitação para completar os estudos no exterior.

As escolas bilíngues vêm crescendo a cada dia e têm se tornado realidade para algumas famílias, porém sabemos que vivemos num país capitalista. Segundo Rocha, Correa, Salgado (2010, p. 83) diz que a “Educação Bilíngue não é privilégio de todos nos dias atuais. As pessoas querem aprender inglês e elas têm um leque de opções para realizar este desejo. As escolas de Inglês surgem em grande escala e para cada perfil de aluno, sempre há uma escola para atender suas necessidades. Paes (2013, p. 24234), proporciona uma reflexão dessas escolas no contexto de uma sociedade capitalista:

No contexto da sociedade capitalista da atualidade, em especial na realidade brasileira, verifica-se um aumento de escolas bilíngues e do ensino de línguas, o que se deve, em parte, ao imaginário de que por meio da aprendizagem de idiomas, sobretudo Inglês, será possível alcançar melhores colocações no mercado de trabalho e encontrar oportunidades de ascensão na vida social.

Pais acreditam que desde cedo podem preparar este cidadão para o mercado de trabalho, e ainda mais, prepará-los para esta sociedade que vivemos hoje. Dessa forma verifica-se, logo na primeira infância a esperança que esta criança cresça e se desenvolva nesse ambiente social, cultural e linguístico.

Sabemos que é importante que o ambiente das escolas bilíngues e os alunos sejam estudados por profissionais que queiram entender mais sobre a realidade da comunicação e a interação entre as crianças e professores. Há comunicação em duas línguas (língua mãe e segunda língua) dentro deste ambiente escolar, há culturas diferentes e quando as crianças estão no processo de comunicação, são manifestados comportamentos enumerados na fala. 

Por isso, entendemos que existe um padrão social a ser estudado e de que maneira os alunos inclusos nesse padrão social se organizam e esta não privilegia a todos. 

Foi aberta escola pública bilíngue no Brasil e os linguistas dizem que ainda estamos atrasados no ensino de línguas. Poderíamos ter mais escolas bilíngues públicas? Escolas japonesas, polonesas, ucranianas, americanas, etc. Há uma variedade cultural de imigrantes tão grande, essa poderia ser usada em favor a nossa educação. 

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s